Artigo sobre inimigos naturais da lagarta-do-cartucho mostra insetos que parasitam a principal praga do milho. Veja abaixo as principais:
Vespa Campoletis flavicincta

O inseto é uma vespa de 15 mm de envergadura. A fêmea coloca seus ovos no interior das lagartas e a larva completa todo o seu ciclo alimentando-se do conteúdo interno do hospedeiro. A lagarta parasitada muda seu comportamento e, ao se aproximar a época de saída da larva do parasitoide, deixa o cartucho, indo em direção às folhas mais altas, permanecendo nesse local até a morte.
Mais próximo da fase de pupa, a larva do parasitoide sai do corpo da lagarta através do abdômen desta, matando-a, para construir seu casulo no ambiente externo. Como característica da espécie, o que restou da lagarta de S. frugiperda fica agregado ao casulo do parasitoide, tornando facilmente identificável a ocorrência desse inimigo natural.
Nas fotos ao lado, Campoletis flavicincta e lagarta-do-cartucho, sendo a menor parasitada (Foto: Ivan Cruz / Embrapa Milho e Sorgo)
Vespa Exasticolus fuscicornis
Esse parasitoide, à semelhança do Campoletis flavicincta, também parasita larvas da lagarta-do-cartucho. É um parasitoide recentemente associado com a praga. Apresenta grande potencial de uso em programas de controle biológico porque complementa bem o trabalho dos parasitoides de ovos. A larva parasitada por essa vespa reduz o consumo alimentar.
Quando a larva do parasitoide está completamente desenvolvida, a lagarta-do-cartucho abandona a planta e dirige-se ao solo, à semelhança da lagarta parasitada por Chelonus insularis. Nesse local desenvolve a pupa da vespa até o aparecimento do novo adulto, apto a iniciar uma nova geração.
Nas imagens, adulto e larva do parasitoide de lagartas (Foto: Ivan Cruz / Embrapa Milho e Sorgo)
Vespa Eiphosoma spp.
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A fêmea deposita seus ovos diretamente dentro do corpo do hospedeiro, onde flutuam livremente até parar no extremo posterior do corpo. Depois da emergência a larva de E. vitticolle se desenvolve lentamente até os primeiros nove dias. Inicialmente se alimenta de nutrientes da hemolinfa por absorção cuticular. A ausência inicial de danos aos órgãos vitais do hospedeiro explica a ausência de efeitos adversos visíveis na larva parasitada.
Faltando entre um e dois dias para que a larva do parasitoide abandone seu hospedeiro, este se dirige ao solo, entra no estado de pré-pupa e prepara sua célula pupal. A larva de Eiphosoma vitticolle termina por consumir completamente todos os órgãos do hospedeiro, deixando apenas o integumento, que é rompido pela larva do parasitoide, imediatamente antes de sair. Uma vez fora, começa imediatamente a tecer seu próprio casulo.
Ao lado, adulto fêmea do gênero Eiphosoma (Foto: Ivan Cruz / Embrapa Milho e Sorgo)
Vespa Cotesia flavipes
Os adultos são pequenas vespas de 3 a 4 mm de comprimento e vivem por, aproximadamente, 34 horas a 25°C, se alimentados. É uma espécie de endoparasitoide gregário, ou seja, as fêmeas depositam ovos múltiplos na cavidade de corpo do hospedeiro. Em média, uma fêmea coloca aproximadamente 40 ovos em cada larva da praga. Cerca de três dias após nasce dentro do corpo da praga a larva do parasitoide que imediatamente começa a alimentar, passando por três ínstares larvais dentro do corpo da larva hospedeira.
O período de ovo a larva do parasitoide dura aproximadamente 14 dias a 25°C. Depois de sair do hospedeiro, as larvas de último ínstar tecem um casulo e transformam em pupa dentro da planta hospedeira da praga. O período de pupa leva aproximadamente seis dias a 25°C, findo os quais emergem os adultos. É juntamente com o T. galloi um dos os principais parasitoides da broca da cana-de-açúcar, D. saccharalis.