08/07/2010
Produtor cobra linha ferroviária Pirapora-Unaí
Estimativa feita há quatro anos estima corredor de 285 km em R$ 315 milhões
...O Estado tem investido na recuperação da malha viária da região. Um exemplo é a pavimentação do trecho de 100 quilômetros entre Bonfinópolis de Minas e a MG-181 (sete placas), que corta a famosa "Chapada de Bonfinópolis". Com isso, haverá uma redução de 80 quilômetros no trajeto.
A construção do ramal ferroviário Unaí-Pirapora é considerada pelos produtores rurais do Noroeste Mineiro como o principal fator de ganho de competitividade, principalmente para o escoamento da soja. A região tem grande potencial para se transformar em uma nova fronteira agrícola do país, apesar dos desafios de logística.
O custo do transporte poderia ser reduzido pela metade, com a construção do ramal. "A região se transformou na ‘menina dos olhos’ dos investidores porque tem muita terra plana e fértil. Mas, para nós, esse desenvolvimento só será alavancado com a ferrovia", disse o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Unaí, Hélio Oscar Machado, durante lançamento do programa Pró-Noroeste de Minas.
A criação do corredor logístico de 285 quilômetros de extensão é um dos projetos estruturadores do governo estadual. Orçado em R$ 315 milhões, estimativa feita há quatro anos, o projeto nunca saiu do papel. De acordo com o Machado, para ser viabilizado, o ramal devia ter ligação com Luziânia, em Goiás. Atualmente, a região é servida por um corredor intermodal: os grãos são escoados de caminhão até Pirapora, no Norte de Minas, por 400 quilômetros de rodovia; de lá, o produto é transportado por ferrovia até o porto de Tubarão, no Espírito Santo, por meio da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), empresa de logística da Vale.
R$ 200 mi vão financiar safra da região
O Banco do Brasil anunciou que, a partir de julho, R$ 200 milhões estarão disponíveis para o financiamento da safra 2010/2011, dentro do programa Pró-Noroeste. Os recursos devem ser usados para custeio, investimento e comercialização. A taxa de juros é de 6,75% ao ano, com limite de R$ 650 mil por produtor, na modalidade "recursos controlados".
De acordo com o gerente do Banco do Brasil, Tércio Pascoal, a expectativa é que sejam liberados neste ano cerca de R$ 9 bilhões, 30% a mais do que na safra passada.
Jornal O TEMPO
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